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quinta-feira, 5 de maio de 2011

ENCONTRO (DES)MARCADO #13

O CASAMENTO GAY, PODE SE TORNAR REAL?

A de branco é a passiva!

 A união de pessoas do mesmo sexo deve ser equiparada ao regime de união estável, fazer jus aos direitos que são garantidos aos casais heterossexuais e ser tratada como uma entidade familiar.
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) começam a julgar hoje (5) o assunto. A questão, que ainda gera polêmica na sociedade, pode ter resposta uníssona dos ministros.
Os ministros argumentam que a união homoafetiva já é uma realidade na sociedade, mas os embaraços técnicos dessa questão complicarão o julgamento do assunto e, conforme adiantaram, motivarão pedidos de "vista" do processo, o que pode adiar a sua conclusão.
O Pedido de vista é um tipo de "pedir ajuda aos universitários!", acontece quando um dos ministros com voto ativo ou voto de mérito integrantes do STF se encontra na dúvida em relação à sua decisão, ele então pede para ler cautelosamente todos os processos (prazo de um mês), bem como estudar cautelosamente a Constituição e as leis em vigor para basear sua decisão, ele também é amparado por dois grupos distintos, um a favor e outro contra.
No caso, a Advocacia-Geral da União (AGU), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e diversas entidades representativas de homossexuais pela procedência dos processos formam o grupo a favor.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Associação Eduardo Banks formam o grupo contra.
Existem dois processos, - um de autoria do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e outro da Procuradoria Geral da República - eles defendem que as uniões de pessoas do mesmo sexo tenham o mesmo tratamento das uniões estáveis. Com isso, os casais homossexuais não teriam de enfrentar processos judiciais para garantir, por exemplo, o direito à pensão alimentícia, a benefícios previdenciários, como pensão por morte, a participar da partilha dos bens do companheiro em caso de morte, a incluir o parceiro como dependente no plano de saúde.


Ministro Ayres Britto

O Relator da ação, Ministro Ayres Britto, julgou serem procedentes as dois processos, e abriu a sessão nesta quarta-feira (4). Após a manifestação dos grupos a favor/contra, e de analisar cada um dos processos separadamente, o ministro iniciou a votação, tendo ele o voto de mérito, colocando-se (PASMEM!) 

A FAVOR!
Pelo voto do ministro, os casais homossexuais teriam direito a se casar, poderiam adotar filhos e registrá-los em seus nomes, deixar herança para o companheiro, incluí-lo como dependente nas declarações de imposto de renda e no plano de saúde, seguro de vida, etc.
Dentre as razões para a decisão, Britto lembrou que a Constituição veda o preconceito em razão do sexo das pessoas, além disso, afirmou que a Constituição, ao não prever a união de pessoas do mesmo sexo, não quis com essa lacuna proibir a união homoafetiva. 'Nada mais íntimo e privado para os indivíduos do que a prática da sua sexualidade', disse.
No entendimento do ministro, se a união gay não é proibida pela legislação brasileira, automaticamente torna-se permitida. E sendo permitida a união homoafetiva, ela deveria ter os mesmos direitos garantidos para as uniões estáveis de heterossexuais.
Ele lembrou, neste contexto, que a União Europeia baixou diversas resoluções exortando seus países membros, que ainda mantenham legislação discriminatória contra homossexuais, que a mudem, para respeitar a liberdade desses grupos. Ademais, conforme argumentou, a Constituição Federal “age com intencional silêncio quanto ao sexo”, respeitando a privacidade e a condição sexual das pessoas.
A Constituição não obrigou nem proibiu o uso da sexualidade. Assim, é um direito subjetivo da pessoa humana, se perfilha ao lado das clássicas liberdades individuais”.
A condição sexual é um autêntico bem da humanidade”, afirmou ainda o ministro, observando que, assim como o heterossexual se realiza pela relação com pessoas do sexo oposto, o homoafetivo tem o direito de ser feliz relacionando-se com pessoa do mesmo sexo.
Por fim, o ministro disse que o artigo 1723 do Código Civil deve ser interpretado conforme a Constituição, para que possamos dele excluir "qualquer significado, que impeça o reconhecimento da união contínua, pública e duradoura entre pessoas do mesmo sexo como ‘entidade familiar’, entendida esta como sinônimo perfeito de ‘família”.
Logo depois de seu voto, por volta das 19 horas, o julgamento foi interrompido e será retomado nesta quinta, com o voto do ministro Luiz Fux.
A tendência, de acordo com integrantes da Corte, é reconhecer a união homoafetiva como união estável.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

ENCONTRO (DES)MARCADO #12


HOMEM QUE É HOMEM, 
PEGA ATÉ DEPOIS DE MORTO!
Dita Von Teese realizando o famoso ritual com o bem-dotado mais famoso de Paris.

Victor Noir é uma das muitas celebridades enterradas no cemitério parisiense de Père-Lachaise. Um personagem muito conhecido em sua época, jornalista, jovem e extremamente inteligente, era o maior pegador de Paris. O cara pegava simplesmente todas, e dizia a lenda que possuía o maior pênis francês de sua época, causava desmaios em moças virgens e a ira dos seus concorrentes. Seu maior rival era o sobrinho do Imperador Napoleão, Pierre, que por ser baixinho como o tio, pegou uma mágoa do Victor quando este pediu em casamento sua prometida, a mulher mais linda da corte parisiense que Napoleão não queria pegar.

Estátua feita por  Jules Dalou, sepulcro de Victor Noir


Pierre o desafiou para um duelo e infelizmente não era um duelo de espadas, então o baixinho acabou acertando um tiro no coração de Victor bem na véspera de seu casamento com a tal mulher, que ficou completamente louca depois da morte dele, afinal ela pensou que passaria a vida toda comendo baguete e lhe sobrou o pãozinho francês do Pierre. No funeral de Victor foram mais de 100.000 pessoas (a maioria claro, mulheres). 

O ritual começa com as flores...

Achou estranho? Tem mais: diz a lenda que depois de sua morte, seu corpo sofreu uma ereção post mortem. Um tipo de priapismo comum em cadáveres de enforcados, seu pênis ficou enorme e nada no mundo colocou a criança para baixo, e acreditem ou não, o escultor Jules Dalou copiou fielmente a ereção na estátua que cobre seu túmulo, uma espetacular réplica do morto, muito realista feita em bronze, Victor Noir aparece tal qual foi derrubado pelo disparo de Pierre Bonaparte, com a boca entreaberta, as mãos inertes, a camisa desabrochada e a cartola jogada junto a ele, com o detalhe particular da mancha de sangue no peito onde o tiro fatal o atingiu, e claro, a tal ereção.

Depois o Beijo...

Esta protuberância que aparece nas calças, converteu seu sepulcro em um dos mais populares e visitados do famoso cemitério. A lenda diz que se deve colocar uma flor no chapéu, depois beijar a estátua nos lábios e por ultimo "masturbar' sua área genital, a crendice indica que com tal ato é possível melhorar a fertilidade e ter uma vida de sexual plena, mulheres deixam de ser frígidas, virgens perdem a virgindade com o cara certo, estéreis engravidam. 

Depois, o céu é o limite...

Dizem que algumas mulheres, ao se sentarem sobre o falo chegaram imediatamente ao orgasmo, e afirmam também que o encanto serve para mulheres solteiras (que não só em Paris, mas no mundo todo são muitas!) conseguirem um bom marido nesse mesmo ano. Como sempre existiram mulheres solteiras, o resultado da repetição deste ritual através dos séculos acabou deixando o pênis e os lábios da estátua muito mais brilhantes e lustrados que o resto do bronze oxidado, depois as mulheres dizem que tamanho não é documento...

"Ai, nem é tão grande assim, parece meu cotonete!" - Jean, popular em visita ao túmulo.

Bem, mesmo pegando milhares de mulheres até depois de morto, estar morto e não poder se defender das passivas é uma grande desvantagem pro Victor, coitado. Eu adoraria realizar o ritual, mas infelizmente não irei a Paris logo, mas conheço alguém que vai, a namorada do Sr.D. será que ela faria o ritual por mim? 


Kami eu quero casar, me ajuda!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

ENCONTRO (DES)MARCADO #11

 Sobre homofobia e liberdade de expressão.

"Ser gay era crime, depois passou a ser aceito, agora passou a ser um direito. Vou embora antes que seja obrigatório."


Decidi escrever sobre isso hoje, devido ao fato inusitado que me aconteceu esta semana: fui "trollado".
Este que vos fala, além de escrever aqui para o MODO RUSSO, também possúi um blog particular onde escreve coisas referentes ao seu dia-a-dia, crônicas, etc. Pois bem, devido a muita bebida e a um surto de auto-estima, resolvi escrever um post onde escancarei alguns detalhes da minha vida (detalhes escabrosos), eu praticamente pedi para ser trollado sejamos sinceros. Mal publiquei o tal post, os comentários anônimos já começaram a chegar, alguns muito bonitos, até que no final de tudo, este:

Anônimo: Porra cara, você tem um blog, se dá ao trabalho de escrever sobre a sua própria vida 
(coisa que ninguém quer saber) e se expõe dessa maneira, e só recebe meia dúzia de comentários. 
Você está mal mesmo hein?


Um troll fofo até, poderia ter sido bem pior eu sei. Mas uma coisa me chamou a atenção neste comentário, no texto eu expus minha sexualidade também, e ele não citou isso na trolagelm, talvez até tenha esquecido.
Ele me rebaixou como indivíduo, mas não utilizou a minha condição sexual para fazer isso. Ultimamente, homofobia e bullying tem sido assuntos colocados em pauta à todo tempo, inclusive aqui no MODO RUSSO, pelo Shaggy, digo Gusoad quando escreveu sobre este nosso governo que não aprovou a lei contra a homofobia, nem o casamento gay, mas desenvolveu um kit escolar para a maior insersão dos cidadãos gays dentro da comunidade em geral. Bem legal (n).
A Igreja Universal do Reino de Deus, uma das maiores responsáveis por atrasar todos os processos que favoreçam a comunidade GLBT (Estado Laico de cú é rola!), não quer perder seu direito de meter o pau nos gays, no mau sentido.





O caso Bolsonaro gerou polêmica também, quando ele expressou sua opinião à respeito de negros e homossexuais. Ele se desculpou com a comunidade negra devido a lei do racismo, mas não o fez com a comunidade gay, devido a falta de leis que a protejam de alguns ataques verborrágicos como este.
A democracia e a liberdade de expressão existem, isso é fato. Falar mal, expressar sua insatifação e/ou desagrado com algo ou alguém é natural e permitido pelo estado laico (Ah vá?).
O que a sociedade não entende, é que existe uma diferença abismal entre marginalização e hostilização.
A proteção contra qualquer tipo de violência é um dever do estado laico, e nesta hora não pode haver a diferenciação do indíviduo brasileiro de qualquer outra forma, senão agressor/vítima.
Se uma lei contra homofobia fosse aprovada, a homofobia ficaria no "mute", mas não desapareceria. Despois de 22 anos da aprovação da lei 7.716 contra crimes de preconceito racial, o racismo ainda cresce por baixo dos panos na sociedade, apenas foi silenciado, e nem sempre, como no caso do Bolsonaro.
Eu sou a favor da liberdade de expressão. Acho que é um direito do ser humano expressar verbalmente/artistícamente/fisicamente seu amor, seu ódio, sua razão, sua irracionalidade.



Quando frequentei o ensino fundamental em uma escola estadual na periferia de São Paulo, estudava com cerca de 600 alunos no meu período e não havia sequer um único gay assumido, se algum menino demonstrasse ser mais afeminado que a maioria, ele era humilhado, e exposto, para depois, aos poucos, se endurecer e se esconder, tentando não ser notado pela massa 1999.  Visitando a mesma escola onze anos depois, percebi que isso havia mudado radicalmente, uma década se passou e lá estavam os gays e os héteros coexistindo, é uma existência pacífica? Nem sempre. Mas nenhuma é. A massa que antes tinha 100% de certeza que gays eram inferiores e mereciam a ridicularização, e gritavam isso aos quatro cantos, hoje já não possui tal certeza, alguns concordam, outros discordam, mas mantém o silêncio pacífico. Depois de quase 100 anos da revolução feminista, as mulheres ainda recebem 45% a menos que os homens ocupando cargos semelhantes, são fatos.






Acho que a sociedade caminha para frente, acho que a comunidade GLBT tem conseguido cada vez mais espaço, acho sim. Acho que a lei que protegeria o homossexual da violência física, deveria protegê-lo antes como cidadão. Não acredito que o preconceito vá acabar porque o preconceito não é nada senão uma fantasia. Achar que um homem e uma mulher são diferentes é aceitável, já que isso é uma realidade, eles são realmente diferentes biológicamente, e nem isso quer dizer que sejam melhores ou piores, apenas diferentes. Já a diferença pela condição sexual, ou descendência genética é uma fantasia, um homem negro, um homem gay, um homem hétero são exatamente iguais, inclusive biológicamente.
Em outros lugares do Brasil a homofobia cresce, e ainda em alguns países do mundo a homossexualidade é punida com a morte. Mas acho que a sociedade ainda caminha para uma maior condensação dessas diferenças irreais e quem sabe um dia acordaremos finalmente desta fantasia que somos assim tão diferentes.
Me ofendi profundamente com o comentário do Bolsonaro, mas não posso tirar dele o direito da expressão, claro que cagaria de medo se alguém que pensasse como ele lograsse mais poder no executivo do nosso estado tããooo (n) laico. A homofobia está muito enraizada na sociedade mundial, e sim, uma lei contra ela daria uma proteção extra e muito bem vinda para a comunidade Gay. Eu só quero sonhar que um dia ela não será mais assim tão necessária como é hoje, e quem sabe um dia eu tenha o direito de me casar também.



"Fica, vai ter bolo de casamento GAY!"


p.s. Gostaria de dizer que parabenizo o meu troll do coração, que mesmo ultilizando sua liberdade de expressão para críticar de maneira ofensiva alguma coisa, não precisou agir preconceituosamente, quero mais trolls assim.


p.p.s. ninguém é obrigado a aceitar a homossexualidade, a concordar com a conduta dos homossexuais, a se sentir confortável vendo dois homens/mulheres se beijando ou trocando afeto/carícias, absolutamente ninguém. Mas para a convivência pacífica em sociedade, respeitar, é o nosso primeiro e mais importante dever.


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Cartilha de combate a homofobia

Aconselho ler a reportagem antes dos comentarios feitos abaixo. Veja como uma forma de informação e modo de visão politica.

Sedihc lança Cartilha de Combate à Homofobia


ÓÓÓÓÓÓ será que Guzim vai falar mal dos homossexuais? -NNNN seu imbecil! Gostaria de ressaltar sobre a questão POLITICA.

Lançar uma cartilha mostra que antes de lançar uma cartilha sobre Direitos Humanos o governo devia ele mesmo formular uma cartilha sobre " como usar bem o dinheiro publico". Acho muito legal a reportagem falar sobre todos benefícios que a suposta cartilha trará a nossa sociedade, mas porque ninguém nunca divulga de onde, como e quanto foi gasto pra fazer o monte de papel?

Segundo ponto é que o Brasil vive a política do desfavorecido, se você tiver qualquer característica que não seja branco, trabalhador, pagador de impostos e pai de família você está participando dos direitos humanos que servem para os que possuem outras características, pessoas que cometeram algum tipo de infração que vá parar na cadeia (exclua os político da lista) enquanto você está no trabalho, fazem parte dos direitos humanos por exemplo. O governo cria cotas, cria bolsas, cria quase tudo que ele pode desviar um pedacinho do bolo pro bolso deles, desde quanto dar dinheiro ou vaga é fazer governo? Democracia onde cada cidadão tem um direito diferente? Mas tá tudo bem alguém sempre leva vantagem e fica quietinho né! BRASIL! Será que reivindicaríamos mais sem bolsas ou cotas?

Não posso esquecer-me de falar sobre a tal cartilha que quer preparar pessoas pra uma coisa que já vem acontecendo no mundo, que é a diminuição do preconceito para com o homossexual como se fossem os únicos, a verdade é que hoje todos sofrem algum tipo de preconceito, dai eu paro e penso. Porque não investe dinheiro em escolas, faculdades na educação básica, segurança, saúde, porque não faz o povo pensar, respeitar, não ter "jeitinho brasileiro", será que um povo que pensa descrimina? Vai falar pra quem passa fome no país sobre preconceito, quem não tem onde morar, quem quer trabalhar e não tem emprego isso não é ter preconceito? Isso é o que? Um governo deixar seu povo viver a base na miséria, para e pensa olha onde foi lançada essa cartilha no MARANHÃO que credibilidade ein, muito bem governado esse Estado! Não é obrigação nossa respeitar o outro?

Essa nova cartilha sobre "fale o que o povo quer ouvir" na minha opinião é mais uma vez o governo colocando em nossas testas "atestado de burrice", é uma boa hora pra refletirmos que projetos como esse sempre aparecem como marketing e que na maioria nas vezes se chegar em lugares como escolas ou órgãos públicos mal serão repassados a população, se existisse um governo sério no país não haveria tantas cidades sem esgoto ou água tratada, saneamento básico, condições de vida precárias, trabalho infantil, mortalidade infantil, descaso com o idoso e acredite na maior parte com toda sociedade camufladamente ou toda vez que precisa de um órgão relacionado a saúde e educação você pode presenciar o notório valor dado a nós brasileiros, é uma política de falsários falar sobre preconceito homossexual quando existem problemas antecedentes aos culturais que são jogados debaixo dos panos.

Claro que é de suma importância respeitar qualquer diferença qual seja ela, seres humanos devem se respeitar por devida consciência e vontade, não deveria existir leis que nos obrigam a nos respeitar deveria ser natural tal comportamento. Em nenhum momento tentei menosprezar a causa dos LGBT, lembre-se que o primeiro a descriminar alguém são os próprios políticos que somem após as eleições e que em sua grande maioria trata com descaso pessoas que os colocam em seus cargos, nós somos seus patrões não vocês os nossos.